Arch Enemy é uma
banda sueca de
death metal com influências de
thrash metal, formada em 1995. Tem uma distinção das outras bandas do gênero, por ter uma mulher como vocalista, o que é muito raro nas bandas de
death metal, já que o vocal é gutural.
O Arch Enemy é uma das principais bandas deste subgênero do
heavy metal que se convencionou chamar de '
death metal melódico', em virtude principalmente de elementos melódicos provenientes do
heavy metal tradicional, do
power metal, do
heavy rock e até mesmo do
hard rock dos anos 70 e 80. Neste sentido, uma das características principais do Arch Enemy são os riffs de guitarra compostos por
Michael Amott, que são ao mesmo tempo pesados e melódicos.
Michael Amott era um dos integrantes do
Carcass quando do lançamento do álbum
Heartwork, de 1993, considerado o precursor do que seria mais tarde chamado de
death metal melódico. Michael Amott também já foi integrante das bandas
Carnage e
Candlemass, e, actualmente, além do Arch Enemy, ele tem uma banda paralela chamada
Spiritual Beggars, cujo som é baseado nas bandas de
heavy rock dos anos 70, principalmente
Deep Purple,
Mountain e
Captain Beyond; as influências de
Black Sabbath da fase de meados e final dos anos 70 também são latentes nos álbuns do
Spiritual Beggars.
História
Primórdios e o álbum Black Earth (1996-1997)
Arch Enemy, a ideia de um novo projeto de
Michael Amott (
Carcass,
Carnage e
Spiritual Beggars) foi originalmente formada quando o mesmo deixou o Carcass. Os guitarristas Michael Amott e seu irmão mais novo
Christopher Amott (
Armageddon) se juntaram com o vocalista
Johan Liiva (ex-
Carnage,
Furbowl, Furbowl|Devourment) e com o baterista
Daniel Erlandsson (
Eucharist) no que Michael Amott chamou de “uma tentativa de mesclar melodia com agressão e técnica”.
O primeiro álbum da banda, intitulado
Black Down Man , foi lançado pela já falida Wrong Again Records em 1996. O álbum obteve um certo sucesso no
Japão, tendo uma certa divulgação do primeiro single “Bury Me an Angeling” na
MTV, como também um certo sucesso na
Suécia. A essa altura, o Arch Enemy era mais um “projeto solo” do que uma banda: Michael escrevia todas as músicas, e também tocava baixo nas gravações, ao contrário do que era divulgado no álbum, que tinha o vocalista Johan Liiva como o baixista. Michael Amott revelou, mais tarde, que ele teria divulgado a formação com Johan Liiva no baixo para deixar o Arch Enemy com uma aparência de uma “verdadeira banda”. Muitos consideram esse álbum o mais agressivo da banda, um traço que foi sofisticado com o passar do tempo, mas nunca abandonado.
Stigmata, Burning Bridges e Gossow (1998-2000)
Após o lançamento do álbum
Black Earth, a banda mudou de selo, assinando contrato com a
Century Media. Em 1998, a banda lançou o álbum
Stigmata, com novos integrantes, sendo eles o baixista Martin Bengtsson e o baterista Peter Wildoer. Esse álbum obteve um público e atenção maiores, ganhando popularidade na
Europa e também na
América. Esse também foi o primeiro álbum da banda lançado mundialmente.
Em 1999, mudança na formação. Sharlee D’Angelo substitui Martin Bengtsson e também sai o baterista Peter Wildoer, sendo substituído por, novamente na banda, Daniel Erlandsson, como membro oficial dessa vez.
Burning Bridges, o terceiro álbum de estúdio da banda, foi lançado, já seguido do
Burning Japan Live 1999, álbum ao vivo, primordialmente lançado somente no Japão, mas, a pedido dos fãs, teve também seu lançamento mundial. Durante a tour do
Burning Bridges, Sharlee D’Angelo foi, temporariamente, substituído por Dick Lövgren (Meshuggah, ex-Armageddon) e depois por Roger Nilsson (ex-Spiritual Beggars, Firebird, The Quill). O álbum
Burning Bridges marcou uma mudança no som da banda, com a opção, agora, de um som mais melódico, mantendo, ainda assim, o som pesado do
Death Metal dos dois primeiros álbuns.
Em novembro de 2000, o vocalista Johan Liiva foi convidado a sair da banda, pois, segundo Michael Amott, a mesma precisava de um frontman mais dinâmico, e Liiva não tinha uma performance satisfatória, condizente com o resto da banda. Liiva foi substituído, sem muita demora, pela jornalista alemã e vocalista de
death metal Angela Gossow, que havia entregue uma fita demo para Christopher Amott no começo do mesmo ano numa entrevista que Angela fez com Christopher. Gossow provou ser uma competente cantora e foi bem recebida pela maioria dos fãs.
Wages of Sin e Anthems of Rebellion (2001-2003)
O primeiro álbum lançado com Gossow no vocal foi o
Wages of Sin, lançado em 2001. Em dezembro do mesmo ano, a banda participou do concerto “Japan’s Beast Feast 2002”, tocando ao lado de
Slayer e
Motörhead.
Anthems of Rebellion, segundo álbum com Gossow, foi lançado em 2003 e trouxe algumas inovações, como um segundo vocal cantando em harmonia com o de Gossow, como nas faixas
“End of the Line” e
“Dehumanization”. Em novembro do ano seguinte, 2004, a banda lançou o
EP Dead Eyes See No Future
Doomsday Machine (2004-2006)
Em junho de 2005, a banda terminou a gravação do sexto álbum,
Doomsday Machine. Em julho do mesmo ano, o guitarrista Christopher Amott deixou a banda para focar-se na sua vida pessoal. Foi substituído temporariamente pelo guitarrista
Gus G. (ex-Dream Evil,
Firewind), e depois por Fredrik Åkesson em setembro de 2005. Christopher retornou, permanentemente, em março de 2007, um pouco antes da banda entrar novamente nos estúdios para a gravação do novo álbum com o produtor Fredrik Nordström (que produziu álbuns de bandas como
In Flames e
Soilwork).Åkesson saiu para se tornar o guitarrista solo da banda
Opeth, em maio de 2007. O primeiro álbum,
Black Earth, foi relançado em 24 de abril de 2007, com Liiva no vocal.
Rise of the Tyrant
O sétimo álbum da banda, intitulado
Rise of the Tyrant, foi lançado em 24 de setembro de 2007 na Europa e no dia seguinte nos
EUA.
Rise of the Tyrant ficou em 84º lugar no Billboard 200, ultrapassando o álbum
Doomsday Machine, que ficou mais abaixo na parada, fazendo maior publicidade da banda. Gossow comentou que o álbum tem mais emoção e menos vocais duplos, como também menos processamento vocal, deixando o álbum mais "cru".
A banda tocou no Bloodstock Open Air Festival em agosto de 2007, com
Sabbat e
In Flames, com o festival sendo comandado pela banda
Lacuna Coil.
Finntroll e a banda costa-riquenha Sight of Emptiness estavam entre as bandas do festival. Depois, o Arch Enemy tocou na tour Black Crusade, no final de 2007, com as bandas
Machine Head,
Trivium,
DragonForce e Shadows Fall. Com isso, Michael Amott comentou no site da banda que “esse será o primeiro show na Europa após o lançamento do nosso novo álbum”.
Em março de 2008, a banda teve um show filmado, em Tóquio, Japão para o DVD ao vivo
“Tyrants of the Rising Sun”. Também participaram da turnê Defenders of the Faith em abril de 2008 com Opeth e DevilDriver, enquanto 3 Inches of Blood abria os shows para eles. Depois, mais uma turnê, a Tyranny and Bloodshred, em maio de 2008, dessa vez com
Dark Tranquillity, Divine Heresy e
Firewind, a última como suporte.
Mais tarde, em setembro de 2008, o guitarrista Michael Amott anunciou que a gravação da bateria pro novo álbum estaria quase completa. O álbum teria 12 músicas regravadas da época em que Gossow ainda não era a vocalista, com material pré-datando Sharlee como o baixista. Em 06 de março de 2009, a banda tocou no festival anual Dubai Desert Rock Festival, com as bandas Opeth, Chimaira e Motörhead.
Integrantes
Ex-integrantes
Discografia
Álbuns de estúdio
Álbuns ao vivo
Fotos - Arch Enemy
Stay(Sic)